Dermatologistas indicam o protetor solar correto para a sua pele


Não dá mais para adiar: com a proximidade do verão, é preciso incluir definitivamente o protetor solar na nécessaire do dia a dia. O correto mesmo é integrar o produto à rotina de beleza, independente da estação; mas, para aquelas que não 'levam' o protetor a sério, eis a última chamada, moças!

Para entender a forma correta de usar, o produto mais indicado para sua pele e os efeitos que o sol pode causar, conversamos com as dermatologistas Karla Assed, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, e Vanessa Metz, membro da Academia Americana de Dermatologia. Confira todos os cuidados abaixo:

O protetor ideal para a sua pele

“Como se queimam com mais facilidade, pessoas de pele branca ou rosada necessitam de um fator de proteção solar (FPS) alto, superior a 50 FPS. Já as peles mais morenas e amarelas podem usar proteção de 30 FPS e deixar os fatores ainda mais baixos para o uso diário", explica Metz. Karla Assed acrescenta: "Os fototipos V e VI, as peles escuras, não têm risco de queimadura, mas isso não significa que não devam usar o protetor. É preciso proteger-se contra o câncer de pele. Para a pele negra, o indicado é o FPS 30".

Formas de aplicação

Profissionais indicam aplicar o protetor 30 minutos antes da exposição solar e repetir a ação a cada duas horas, após sair da água, ou ainda nos casos de transpiração intensa. Mas a dermatologista Karla Assed ensina um 'metódo' mais eficaz de proteção: "O cálculo aproximado de proteção seria, por exemplo, se você fica vermelha a partir de 10 minutos de exposição solar, com o uso do protetor FPS 15 ficará protegida por 150 minutos. Multiplique o fator e o tempo para encontrar o intervalo de proteção. Ou seja, 10 x 15, equivale a 150 minutos, cerca de duas horas e meia".

Frequências cancerígenas

Além do FPS, o produto deve conter as proteções UVA e UVB em sua fórmula. "As frequências ultravioleta responsáveis pelo bronzeamento são divididas em faixas UVA (comprimento de onda de 315 a 400 nm) e UVB (comprimento de onda de 280 a 315 nm). Ambas frequências são danosas e carcinogênicas (substância de potencial cancerígeno)", diz Karla Assed.

Vanessa Metz endossa: "A longo prazo, a exposição as frequências UVA e UVB podem causar algum tipo de câncer de pele. Para a proteção contra os raios UVA, ainda não existe uma regulamentação mundial, as várias graduações são medidas em cruzes (+ a ++++). Porém, desde junho de 2012, só poderão ser considerados com proteção solar aqueles com FPS igual ou maior que 6", explica.

Sinais de alerta

A hora da preocupação: quando os efeitos a exposição solar começam a aparecer? "O UVB é o principal responsável pela vermelhidão, inchaço, indução do aparecimento de herpes labial e até a formação de bolhas de queimadura conforme a dose de radiação exposta. Pacientes de pele clara reagem rápido a concentrações baixas de UV e precisam ficar bem atentas. Além dos efeitos tardios que aparecem no decorrer dos anos como fotoenvelhecimento, rugas, manchas escuras e brancas, ressecamento da pele, acne solar e até câncer de pele".

Fonte: www.gnt.globo.com/

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